quinta-feira, 31 de março de 2016

REGRESSO COM BOLOS BRANCOS

Nos últimos tempos, o Xapeú de palha não tem sido uma prioridade na minha vida. São fases pelas quais passamos...
Às vezes, venho espreitar o blog e verifico que continuo a ter alguns visitantes dos vários cantos do globo e hoje pensei "por que não publicar algo e comunicar com o mundo?" Pois é... tenho andado muito centrada em mim, nos meus problemas, nas minhas angústias, nas minhas deceções.

Mas hoje não vai haver disso, hoje há bolinhos!

Publico uma receita de bolos típicos do Ribatejo ou da Região de Lisboa e Vale do Tejo, como agora se chama.


BOLOS BRANCOS
Ingredientes:
1kg de farinha
1 pouco de fermento de padeiro
500g de açucar
125 g de margarina
50g de banha de porco
raspa de 1 limão 
1 pouco de canela
1 ou 2 ovos (de acordo com a consistência da massa)
2,5dl de água

Modo de preparação:
Pôr um tacho com água ao lume com 1 pitada de sal. Quando a água ferver, juntar a margarina e a banha (Eu não costumo respeitar a quantidade das gorduras, porque ponho muito pouca e os bolos ficam sempre bons). Depois juntar o açúcar e deixar ferver. Numa tigela, coloca-se a farinha, à qual se junta o fermento previamente dissolvido num pouco de água. Junta-se à farinha a canela e a raspa do limão.
Deixar arrefecer o liquido um pouco, fazer um buraco no meio da farinha e vertê-lo lá para dentro. 
Amassa-se bem, o que é difícil porque a massa é muito dura. Juntar 1 ou 2 ovos, conforme a consistência da massa. Esta deve permitir a modelagem. No final, pincelem-se os bolinhos com gema de ovo e vai ao forno durante pouco tempo, em tabuleiro forrado com papel vegetal.

Et voilá!


sábado, 24 de outubro de 2015

SER OU NÃO SER...

Às vezes não sabemos muito bem que caminho tomar... cortar à direita, virar à esquerda, seguir em frente ou simplesmente voltar para trás?
Às vezes só o tempo consegue dar a resposta correta. Ainda que ele não responda quando mais precisamos...

terça-feira, 31 de março de 2015

O VOO DO PARDAL LXIV

No tempo dos meus avós, a eliminação das ervas daninhas - e há que aceitar este facto, que elas têm que ser eliminadas para garantir a sobrevivência das colheitas - era um processo natural. As mulheres enfiavam-se na água lamacenta, até meio das coxas, e arrancavam-nas, uma a uma, deixando intacto o resto do ecossistema.
Mais tarde, vim a saber que, nessa época remota, Mao tinha medo de Salazar.
Interroguei-me se Juliana teria conhecimento do genocídio que devastava o seu pedaço de chão.

Pouco tempo depois, descobri que sim.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

RENOVAR

Cá em casa, existia uma velha cadeira. Tinha o tampo roto e estragado. Foi fácil remodelá-la...




Ficou bem gira!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O VOO DO PARDAL LXIII

Durante o resto da tarde, ele rondou o arrozal envenenando cada uma das células das espécies ilegais e legalizados, com a nuvem amarelada. A vida parecia deixar de jubilar, sob aquele escudo visível. A nuvem letal invadia subtilmente cada centímetro cúbico de ar puro até se depositar, irremediavelmente, na água, no solo e sobre os que nele habitavam. As plantas, sem se poderem locomover, murchavam. Os animais, desprovidos da sua sensibilidade, perdiam o rumo e o brilho do olhar... Este abutre-preto limitava-se a matar por matar, lentamente, virando as costas, para voltar em seguida ao ataque. Era esta a característica principal que o distinguia dos demais.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ANO NOVO


Escolhi as flores brancas da macieira para dar as boas vindas ao novo ano. 
Um ano que eu gostaria que fosse de paz e de harmonia. Embora este seja um desejo desprovido de imaginação, já que todos o desejam, ou não fosse o dia 1 de janeiro o Dia Mundial da Paz, é a minha singela aspiração.
Desejo, para mim, para a minha família e para todos um Novo Ano Maravilhoso.  Ainda que este "maravilhoso" signifique apenas "melhor que o ano passado"...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O VOO DO PARDAL LXII

Virei as costas a este pensamento atroz e fixei a minha atenção na sombra que se movia no chão, aparentemente, sem rumo definido. Assemelhava-se a um feio abutre-preto, esfomeado, em busca de comida, quiçá uma carcaça apodrecida.
Um abutre-preto qualquer até não estaria descontextualizado, pois faz parte do ciclo natural da vida, ocupando o topo da pirâmide alimentar. Este seria até bem-vindo, já que se encontra em vias de extinção na Península Ibérica.

Mas este não era um abutre-preto qualquer.