segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O VOO DO PARDAL LXII

Virei as costas a este pensamento atroz e fixei a minha atenção na sombra que se movia no chão, aparentemente, sem rumo definido. Assemelhava-se a um feio abutre-preto, esfomeado, em busca de comida, quiçá uma carcaça apodrecida.
Um abutre-preto qualquer até não estaria descontextualizado, pois faz parte do ciclo natural da vida, ocupando o topo da pirâmide alimentar. Este seria até bem-vindo, já que se encontra em vias de extinção na Península Ibérica.

Mas este não era um abutre-preto qualquer.

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