quinta-feira, 31 de julho de 2014

ONLY FOR YOU



Thank all of you for coming to my blog.

I hope Barack Obama doesn't only condemn the Ukranian/Russian conflict.

I am sure we all share the same opinion.


Thank goodness!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

APELO

Já há bastante tempo que me têm chocado os conflitos armados que vão acontecendo por várias zonas do globo.
Mas a notícia que ouvi hoje na televisão de que mais de 90% dos israelitas aprovam os ataques na Faixa de Gaza deixou-me revoltada e com o desejo de fazer algo, nem que seja deitar uma gota no oceano.

Deixo um apelo aos meus visitantes Portugueses, Americanos, Alemães e Chineses: Abordem o assunto, insurjam-se e divulguem.

Enfeite do bolo de batizado da minha filha


Choca-me saber que há tantas pessoas que morrem ou que vivem na angústia do medo da guerra. Inocentes que não têm culpas e que só tiveram o azar de nascer no local errado.
Olho para as nossas crianças, aprecio o nosso estilo de vida e penso: "Caramba, temos tudo e não fazemos nada por eles!"

Não podemos ficar indiferentes!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O VOO DO PARDAL XLVII

Devido aos balanços contínuos, provocados pela invulgar corrida, a pasta escorregou-lhe da mão, espalhando papelada aos quatro ventos.
Juliana atirou fora os artefactos que lhe cobriam os pés, cujos atilhos adejantes impediam a diligência da manobra. Apressou-se a reunir os documentos, antes que a deslocação do ar, proveniente do norte de África e provocada pelas diferenças de pressão ou de temperatura de várias camadas atmosféricas, o vento, se encarregasse de lhe dificultar a tarefa.
Eu, com heroísmo, consegui recolher aqueles que tinham voado para mais longe e entreguei-lhos, um a um. Era papelada do Banco. Ela sorriu-me agradecida e continuou apressada.
Os artefactos jaziam, um para cada lado, no meio da estrada poeirenta. Pipilei ferozmente para lhe chamar a tenção, pegando nos atacadores com o bico.

Surtiu efeito, ela reparou que ia descalça. Voltou atrás, poisou a pasta no chão e sentou-se sobre ela, para impedir fugas indesejáveis. Calçou as sapatilhas e enfiou os cordões por baixo dos pés encardidos. Não me agradeceu e continuou a correr.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O VOO DO PARDAL XLVI

Eu seguia Juliana pela casa, seguindo a sua correria e procurando ajudá-la, mas ela parecia ter-se esquecido de mim, o que era perfeitamente normal, dado o estado em que se encontrava. Compreendia perfeitamente, já tinha visto aquele filme, protagonizado por não sei quem.
Juliana retirou da sapateira as Nike azuis e enfiou-as nos pés, sem as atar. Pegou num saco, que pôs a tiracolo, na pasta azul, nas chaves e saiu de casa a correr, batendo com a porta. Por sorte, consegui sair a tempo.
A moça levava consigo as pontas dos atacadores a esvoaçar, sem nunca malhar. Manifestava alguma perícia nesta forma de se locomover. Reparei que ela corria de pernas afastadas, atirando os pés para a frente. Quando os pousava no chão, conseguia que os atilhos fossem atirados para longe, evitando tropeçar. Parecia-se com uma pata barriguda e apressada.

Não pude deixar de sorrir, ela assemelhava-se a uma ave. A uma ave, como eu.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O VOO DO PARDAL XLV

Juliana, ainda sob o efeito perverso e alergénico dos ponteiros, pegou num elástico azul que estava ao lado do despertador, sobre a mesa-de-cabeceira. Enquanto corria pela casa, pegando nisto e largando aquilo, que nem uma doida que não sabe o que faz, penteava-se com os dedos.
Apanhou o cabelo no alto da cabeça, em rabo-de-cavalo. Deixou tufos de cabelos e madeixas soltas por todo o lado, ficando com o aspecto duma vassoura usada.

Nem por um momento se olhou no espelho. Gostei disso. Não gostava de mulheres vaidosas e abonecadas. Preferia-as assim, meio selvagens, semi-bravias, parcialmente rudes, como as mais belas flores silvestres. Ainda que alucinadas.


terça-feira, 15 de julho de 2014

DESVARIOS DA NATUREZA

Neste verão, a natureza está zangada connosco. Obrigou-nos a colher a fruta ainda verde para não apodrecer mais.
É uma desgraça, acarinhámos tanto as plantas, dedicámos tanto do nosso tempo para isto!



segunda-feira, 14 de julho de 2014

O VOO DO PARDAL XLIV

Com a ponderação que não me caracterizava, optei por me embrenhar em reticências. Cada um dos seus pontos foi uma hesitação, uma vacilação e uma titubeação. Demorei na decisão a tomar. Ou seja, não fiz nada.
Não, não era vândalo, nem bárbaro ou sanguinário. E preservava o património alheio. Acima de tudo.
Deixei o despertador em paz, com a convicção de que nunca teria uma coisa daquelas.

domingo, 13 de julho de 2014

FRUTA E MAIS FRUTA

Este é o meu pessegueiro de julho.
Os pêssegos estão horrivelmente com lagartas. Lagartas pequenas às dezenas. O pessegueiro já foi curado com Decis mas parece que as lagartas já adquiriram imunidade.
As armadilhas para capturar a mosca que põe os ovos não capturam coisa nenhuma; ou melhor, capturam vespas e abelhas



Felizmente nunca encontrei lagartas nos kivis


Nem nas meloas


Nem nas melancias


Nem nas amoras


Mas as pêras e as laranjas também estão cheias de bichos. Hei de trazer aqui alguns exemplares.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O VOO DO PARDAL XLIII

O despertador ou simplesmente um objecto castrador, com abomináveis ponteiros, porventura uma peça decorativa que adornava a mesa-de-cabeceira, também provocava alergia em Juliana. Os seus sintomas divergiam consideravelmente dos meus, contudo igualmente preocupantes. Caracterizavam-se essencialmente por dilatação orbital e alucinações.
Impunha-se uma séria retaliação ou estratégia de chofre, perante o agente patogénico. Hesitei entre atirar o despertador pela janela e mergulhá-lo impiedosamente no vaso da noite, mais conhecido por penico. Vacilei ante o prazer de ver o inútil mecanismo despedaçado no chão e o seu afogamento em urina. Titubeei entre o desbarate das peças maquiavélicas, até a última corda metálica, enrolada em espiral, se soltar num movimento vibratório pungente e interminável e a asfixia letal, pela acção do ácido úrico, de todos os dentes de cada uma das suas rodas. 


OBRAS E LIMPEZAS

Temos tectos novos. O nosso telheiro ficou lindo!




Aproveitámos a boleia e fizemos uma limpeza.




                                                               O caos saiu à rua...


Entretanto, as uvas esperam a sua maturação, para deliciar os seus donos.
Os pássaros anteciparam-se e debicam os bagos; foi necessário recorrer às novas tecnologias para os afugentar.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

O VOO DO PARDAL XLII

Juliana continuava apressada e alucinada. Eu observava-a, sem perceber muito bem que bicho lhe tinha mordido.
Os indícios levaram-me a suspeitar da ferradela do bicho contra-relógio. Já tinha ouvido falar dele e não me agradava. Não me agradava mesmo nada, sou alérgo-ponteiros: olhos lacrimejantes, espirros e pingo no nariz, entendes-me? Estou certo que sim.
Além de que, muito pragmaticamente, os ponteiros não servem para nada. Não passam de 2 sadomasoquistas no encalço um do outro, com o mero intuito de escarnecer do tempo e de quem deles faz caso.

Mas é óbvio e aceitável que possas usar relógio. Pode ser um adereço interessante, mas não te esqueças, sem algarismos e, acima de tudo, sem ponteiros.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

POMAR E HORTA DA BARBIE A TODO O VAPOR



Damasco 

Meloa e bróculos

Melancia

Oregãos, maçãs, figos, pepino e tomate cherry

Meloas e laranjas do verão
Meu Deus... como eu trabalho... e a minha horta e o meu pomar já me seguem as pegadas...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

FOMOS VENCEDORES!

Fizemos uma história muito bonita no jardim de infância: "Borboleta".
Concorremos ao concurso "Conta-nos uma história" e ganhámos um honroso 2º prémio.


terça-feira, 1 de julho de 2014

TRABALHO, TRABALHO E MAIS TRABALHO

CansaçoO que há em mim é sobretudo cansaço — 
Não disto nem daquilo, 
Nem sequer de tudo ou de nada: 
Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
Cansaço. 

(...)
Este cansaço, 
Cansaço. 


Um supremíssimo cansaço, 
Íssimno, íssimo, íssimo, 
Cansaço... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa
Ainda há quem afirme que na escola portuguesa não se trabalha...
Quero sair daqui